Riscos ergonômicos. Conheça os principais!

Quem não conhece uma pessoa que adoeceu por conta da função laboral? Bem possivelmente esta pessoa esteve exposta a riscos ergonômicos no ambiente de trabalho.

Então você pergunta, mas o que são riscos ergonômicos e porque eles são considerados os principais vilões quando pensamos em doenças ocupacionais?

Pra começar é preciso entender, o que é ergonomia? Em resumo, é toda relação entre o homem e o ambiente de trabalho. Tendo essa informação fica fácil compreender que os riscos ergonômicos são toda e qualquer situações que desequilibre essa relação, gerando algum tipo de transtorno físico ou psicológico.

No ambiente de trabalho as pessoas permanecem muito tempo em uma mesma posição repetindo por horas a mesma atividade, o que se torna um risco podendo causar adoecimento e até afastamento do colaborador.  

Ter um colaborador doente gera desmotivação, absenteísmo e até afastamentos, o que pode ser um prejuízo enorme para empresa. Portanto é responsabilidade do empregador cuidar da saúde e bem estar da sua equipe como cuida das suas máquina. Se há orçamento para manutenção porque não se preocupar com o maior patrimônio que são os funcionários.

Então o que acha de entender mais sobre riscos ergonômicos, para detectá-lo, ajustar o que precisa na sua empresa, beneficiar o seu time e colher os resultados depois? Então segue com a gente nessa leitura.

Quais são os principais riscos ergonômicos no ambiente de trabalho?

          1. Postura

A postura inadequada é o principal responsável pelo surgimento de LER/DORT. Quando associado a repetitividade do trabalho os prejuízos para a saúde do trabalhador podem ser ainda piores.

Isto acontece, pois a manutenção do corpo em posturas erradas por longos períodos geram sobrecarga de grupos musculares em oposição a inibição de outros. Com este desequilíbrio a fadiga e enfraquecimento das estruturas envolvidas propiciam a ocorrência de lesões.

Nas situações em que os colaboradores precisam se manter por longos períodos em uma mesa posição, é fundamental que se adote acessórios que ofereçam conforto como cadeiras reguláveis e dentro dos padrões ergonômicos ou bancos semi sentados. Além claro de treinamentos para a equipe utilizar de forma correta o mobiliário disponibilizado.

         2. Repetitividade

Se falamos em repetitividade, é preciso entender que a execução de tarefas de forma repetitiva pode provocar desgastes físicos e psicológicos, sendo uma das principais causas para lesões como tendinites, hérnias, dores crônicas de coluna, ansiedade e depressão.

Como prevenir então? Implantando as pausas programadas a cada hora trabalhada, para alternar a atividade para que o cérebro e o corpo voltem a função com maior preparo. Outra opção é a prática da ginástica laboral para preparar o corpo minimizando os danos.

          3. Ritmo excessivo de trabalho

Prazos curtos, acumulo de tarefas, excesso de horas extras e cobranças faz com que o colaborador trabalhe um ritmo muito intenso, e isto causa estresse físico e psicológico. 

Os impactos desta condição na saúde são perigosos, pois podem gerar desde um cansaço ou doenças decorrentes de baixa imunidade como hipertensão, úlceras e gastrites, além de ansiedade, depressão ou até mesmo a Síndrome de Burnout. Não sabe o que é? Confere aqui.

Outro aspecto perigoso é a necessidade de realizar as tarefas dentro dos prazos estabelecidos e deixar de lado o cumprimento dos procedimentos de segurança e sem a concentração necessário para realizá-la, aumentando assim o risco de acidentes de trabalho.

          4. Monotonia das atividades

Que tudo em excesso é prejudicial já sabemos, por isso assim como o ritmo excessivo é prejudicial as atividades monótonas também são danosas a saúde mental, podendo levar a desmotivação e baixa produtividade.

A monotonia da atividade faz o cérebro funcionar em “piloto automático”, com isso a pessoa tende a distrair-se mais facilmente. 

Se a função dele for burocrática os prejuízos são a saúde mental, mas em caso de atividade que envolvam o mínimo de risco de acidente, a monotonia pode levar a acidentes de trabalho. Por isso o ideal é variar as atividades executadas durante o dia. 

          5. Iluminação inadequada

A iluminação inadequada tanto em excesso como em níveis insuficientes reduz a segurança no ambiente de trabalho. Dentre os danos à saúde podemos citar: dores de cabeça, problemas de visão, estresse e irritação.

No caso de baixa luminosidade o colaborador fica mais sujeito a sofrer acidentes por não conseguir enxergar apropriadamente o que acontece ao seu redor. Além disso, a baixa luminosidade causa fadiga visual.

Já em situações de excesso de luz os prejuízos são em relação a lubrificação dos olhos, que pode provocar irritação, lacrimejamento e vermelhidão.

A NR17, que é a norma que regulamenta a ergonomia no ambiente de trabalho, estabelece os parâmetros de cada tipo de ambiente e função, para que seja iluminado corretamente. Busque sempre evitar reflexos, luz direta e intensa, e bem observe se a iluminação está bem distribuída por todo o ambiente.

Levantar ou transportar cargas pesadas é um risco para o colaborador, que fica mais sujeito a desenvolver lesões, principalmente na coluna, nos ombros e nos braços. Por isso, o trabalhador nunca deve carregar pesos além da sua capacidade.

Todos os riscos ergonômicos no ambiente de trabalho que foram aqui mencionados podem ser evitados. Para isso, é importante que a empresa passe por uma análise ergonômica e corrija o que for necessário para garantir o conforto e a segurança de sua equipe.

           6. Levantamento e manuseio de cargas

O manuseio de cargas pode ser verificado em diversas atividades, e quando realizada além da capacidade do trabalhador ou de forma inadequada, se torna uma atividade de risco para o, pois pode desenvolver lesões músculo-esquelética.

A principal queixa apresentada por colaboradores expostos a este tipo de risco são dores fortes na região lombar, coluna, braços, ombros, pulsos, pernas e articulações, o que pode reduzir a mobilidade e desempenho laboral dos trabalhadores.

Em caso de exposição continua ao risco, pode levar ao afastamento temporário (ou até mesmo permanente) do trabalhador de suas atividades em decorrência de incapacidade física.

Este tipo de atividade pode ser prevenido com treinamento e fiscalização, para que o colaborador jamais realize atividades de levantamento de carga acima da sua capacidade e principalmente de maneira incorreta.

Como prevenir a exposição da minha equipe ao risco?

Se você chegou até aqui já entendeu o perigo para a saúde do seu colaborador e para a produtividade da sua empresa a exposição contínua aos riscos ergonômicos. Por isso a prevenção é mais que uma necessidade é uma exigência legal.

A NR17 é a norma que regulamenta a ergonomia no ambiente de trabalho com o objetivo de minimizar os problemas que vocês já viram por aqui e muitos outros. Com base nesta norma a legislação exige a realização da Análise Ergonômica do Trabalho (AET) para direcionar a adaptação de forma correta do ambiente de trabalho ao trabalhadores.

Como é realizada uma AET?

A AET é realizada por um profissional especializado e tem como objetivo analisar os riscos ergonômicos no posto de trabalho e propor soluções dentro da NR17 para eliminar os riscos. Algumas dos ajustes principais são relacionados diretamente a mobiliário, luminância e implantação de treinamentos.

Ter um conhecimento mais amplo sobre os riscos reais existentes na empresa facilita a implantação de ações de melhoria para eliminação dos riscos, devolvendo a segurança e melhoria do ambiente de trabalho para a equipe.

E a Ginástica Laboral neste processo?

 

A implantação da ginástica laboral através do programa de ergonomia é fundamental para auxiliar na eliminação de riscos ergonômicos como repetitividade, monotonia, e ajudar a prevenir lesões para que se expõe também a má postura. Em resumo a ginástica laboral contribui como forma de prevenção de riscos.

Os exercícios envolvidos são focados nos grupos musculares envolvidos nas tarefas diárias dos trabalhadores. Assim eles melhoram a postura, a capacidade muscular, foco, além de estimular a integração da equipe.

Quais os benefícios de um programa de ergonomia?

Com certeza você já entendeu sobre a importância de se implantar um programa de ergonomia, mas só pra reforçar vamos falar sobre os benefícios.

Redução de ausências e afastamentos

Funcionários saudáveis reduz registros de faltas por doenças físicas ou mentais. Isso impacta no custo da empresa e na produtividade de toda equipe.

Aumento da produtividade

Um ambiente de trabalho adequado ergonomicamente, impacta na saúde e na disposição da equipe, melhorando assim a produtividade das suas atividades laborais.

Incentivo a prática de atividade física

Como a saúde infelizmente, na maioria das vezes não é prioridade as pessoas colocam a atividade física em segundo plano. Assim perdem o hábito da prática e esquecem os efeitos positivos que o exercício promove.

Com a prática da ginástica laboral nas empresas durante momentos de pausa, além de preparar o corpo para a atividade laboral, a prática já é um incentivo para buscar exercícios com maior frequência e intensidade.

Valorização dos colaboradores

Sem dúvidas investimentos no ambiente e na qualidade de vida do colaborador são diferenciais aos olhos da equipe. Transparece uma preocupação, e com isso o time se sente mais valorizados no ambiente de trabalho. O que reduz inclusive turn out.

Agora que já sabe quais são os riscos e os benefícios de um programa de ergonomia, que tal implementar na sua empresa?

Separamos alguns posts que podem ajudar você neste processo:

LER/ DORT – 5 sintomas para você ficar alerta

Prevenção é o melhor remédio para a doença ocupacional.

Acompanhe a Bem Saúde Brasil nas redes sociais e confira as atividades realizadas em alguns dos nossos clientes.

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